terça-feira, 29 de julho de 2014

Xangô se desarma diante de Iemanjá.









Xangô seduz sua mãe adotiva.

Filho de Aganju nasceu Xangô
Abandonado pela mãe foi adotado por Iemanjá.
que o criou e educou com grande esmero
e fez dele rei
Xangô casou-se primeiro com Obá
sua principal esposa
Sacrificando-se pelos deveres domésticos,
Obá perdeu toda a sua formosura e Xangô a desprezou.
Xangô então casou-se com Oiá,
que fora sua aliada na guerra contra Ogum.
Foi então que Oxum que vivia com o babalaô Orunmilá,
deitou-se com Xangô.
O amor deles foi perfeito

e ele logo a desposou
Um dia, porém, Xangô se enamorou de Iemanjá
e a ela declarou sua paixão.
A mãe o esbofeteou e o expulsou de casa sem dinheiro.
Ele tentou uma segunda vez e Iemanjá o repudiou de novo.
Mas Xangô não desistia.
Com a ajuda dos Ibejis, filhos gêmeos que tivera Oxum,
Xangô fez um feitiço.
E Iemanjá voltou a recebê-lo em casa.
Xangô possuiu Iemanjá.


Reginaldo Prandi, "Xangô seduz sua mãe adotiva". In. Mitologia dos Orixás. pp258-259




1 e 2.Técnica Mista sobre Painel.
50X70. 03/ 2013. 
3. Esboço de Xangô se desarma diante de Iemanjá sobre livro Mitologia dos Orixás.
12/2012.
4. Caneta Nanquim sobre Canson. 29X49.

Fotos:
 1. Ana Carolina Guia.
 2 e 4. Letícia Santos.


segunda-feira, 21 de julho de 2014

"Uma Negra e uma criança nos braços..."






Uma negra e uma criança nos braços é Madame nagô.

Toda cabaça do mundo para o filho pardo sem pai.



Março de 2013.

Caneta nanquim sobre folha Canson. 29,1 X 49,1.



sexta-feira, 18 de julho de 2014

Três Entidades




















Mamães.

Toda Pinar é de Oxum. Minha Pinar...o carnaval, o Rio.



Campo Grande-RJ.
Fevereiro de 2014.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Travessia. Conquistando Territórios






Conquista de territórios.


A cada passo dado
o meu todo conquistado.

Mentira!

A conquista não acaba
pois às vezes cresço.



Oficina com Mag Magrela.
Março de 2014.
Sesc Santana.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Eu Não sei fazer Graffiti! Mas não vou te esperar em Casa!

Ela diz:







  




   Pela persona te começo.Pela máscara tu se cala.
   Carrega-se todo um trauma do não existir na rua, mulher!
A essa hora já sei que o mundo não é meu e nem teu.
    Os nomes pulsam na cidade. Já o meu-seu...Não!
    Do subverso responde com a força de ninguém!
    E eu não estou aí. Nem aí.




Pela máscara te monto, do rolê não sou, não posso,não quero.





Com Quinze e em Casa.

Eu queria trabalhar no Macdonald's.
Casar com meu pagodeiro
Ele toca cavaquinho
É lindo
Mas tem namorada
Nas grades do coração eu me prendi
e em casa cela de ninguém
Eu ródo no rodo.
Cantando e fingindo que sou Beyoncé.





Graffiti de quarto no meu escondido. Mas de peito aberto.













  No início de tudo era cabaça.     Com cabeça foi feita.


  Não sou você, não me peça isso.


Bati onde não devia. 
Agora aliso a pele em viva carne.






























 É triste sofrer por alguém e ninguém.
Mas às vezes temos companhia.









Solitários em Diadema.







De Turbante e cabeça feita jogando conversa fora. Isso tudo já é um começo!






Madame surge do barro ainda em estado de dormência.








Para as Madames Nagôs que foram nossas mães. Solitárias sofredoras. Mães dos frutos do Nego Drama.