segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

No início de tudo era cabaça!






Aquele beijo no olho...

Das coisas delicadas, sobram muitas.
Todas rasgo com desespero de você não ficar quietinho
dentro
Como um bebê prestes a existir.
Gostaria de dizer obrigada. Mas o olho fecha.

E a agonia de me ver de dentro se faz presente.
De repente sou inteira.
Oval como os balões de Sylvia Plath.
Toda cabaça do mundo.
Sai.
Um poema nunca é definitivo.

Mulher-Cabaça de Mundo.

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